Crítica | Vingadores: Guerra Infinita

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Vingadores: Guerra Infinita é o resultado pleno do trabalho árduo que o Marvel Studios vem fazendo desde 2008, quando o primeiro filme do Homem de Ferro estreou nos cinemas. O primeiro ponto positivo a ser destacado é a difícil campanha de marketing que o longa teve, uma união de estúdio, diretores e atores foi necessária para que nada de importante vazasse na mídia. Isso deixou toda a imprensa especializada louca, se agarrando a qualquer boato que saia, os fãs, esses corriam atrás dos criadores de teorias. Tudo isso aconteceu porque nem mesmo os trailers e comerciais de TV davam pistas do estaria por vir, sério, vai por mim, os trailers não chegam nem perto de revelar o plot principal do filme.

Outro ponto que merece nossos aplausos é a direção, os irmãos Russo conseguiram entregar um filme cheio de personagens com uma trama e uma história equilibradas que funcionam, cada um tem seu momento para brilhar, cada um tem falas bem construídas e o mais importante, as diferenças entre eles são respeitadas. Claro que em certos momentos temos a impressão que uns aparecem mais que os outros, mas isso não deve ser considerado um erro, em toda trama existem personagens mais importantes que os outros, aqui, Homem de Ferro, Thor e Capitão América são os líderes dos grupos que dividem as cenas de ação distribuídas pelas mais de duas horas e meia de filme.

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Mesmo com tantos heróis Vingadores: Guerra Infinita é sobre o vilão Thanos, o titã louco é de longe o grande destaque desse filme, o ator Josh Brolin conseguiu achar um tom para esse vilão que vem sendo esperado desde sua primeira aparição na cena pós-créditos de Vingadores (2012), mesmo coberto por uma maquiagem digital, o ator nos entregou um vilão repleto de emoções com determinações e objetivos claros, o CGI da um show que ao longo do filme eu esqueci que o personagem foi criado por computação gráfica.

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Mais o que realmente faz Guerra Infinita ser um grande filme é sua trama simples e fluida, os Russo tinham a difícil tarefa de fazer um longa que reunisse tantos personagens diferentes ao mesmo tempo em que comemorassem os 10 anos do Marvel Studios. Eles acertaram porque não perderam tempo explicando coisas, cara quer saber mais sobre os heróis, veja os 18 filmes anterior, aqui, o foco é a saga de Thanos em sua busca pelas joias do infinito e como os Vingadores precisam se unir para tentar impedi-lo.

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Muitos são aqueles que estão dizendo que é o melhor filme da Marvel, ou vou além, Vingadores: Guerra Infinita é o melhor filme de super-heróis, dizer isso não sou exagerado se observarmos todo o trabalho que esse filme deu e mesmo assim o resultado foi primoroso, a fotografia é impecável, a trilha sonora é surpreendente, é o primeiro filme dos Vingadores que a trilha sonora faz realmente parte do filme, ela é emocionante e embala cada momento. O que dizer da atuação dos atores, todos estão à vontade em seus personagens e nenhum teve ataque de estrelismo, todos parecem entender que quem merece destaque é a história. Essa que vai dar muito o que falar e vai gerar muitas teorias até maio de 2019 quando Vingadores 4 chega aos cinemas e assim vamos ter a conclusão dessa fase 3 da Marvel nos cinemas.

ExcelenteExcelente

 

Ficha técnica:

TÍTULO  Avengers: Infinity War (Original)
ANO PRODUÇÃO 2018
DIRIGIDO POR The Russo Brothers
ESTREIA 26 de Abril de 2018 (Brasil)
DURAÇÃO 156 minutos
CLASSIFICAÇÃO 12 Anos
GÊNERO Ação, Aventura, Fantasia, Guerra
PAÍSES DE ORIGEM EUA
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Crítica Completa | Pantera Negra

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Pantera Negra, o mais novo filme do universo da Marvel, estreou nos cinemas quinta-feira passada (15), e já é outro grande acerto da Marvel Studios. O filme consegue com maestria, contar a origem do personagem usando uma trama simples e direta repleta de boas cenas de ação, bons diálogos, abordando temas sociais e políticos.

O longa se passa pouco depois dos eventos de Capitão América: Guerra Civil, agora o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman), retorna para sua terra natal onde ele será coroado rei. O diretor Ryan Coogler que também co-escreveu o filme, apoiou o roteiro no dilema que o jovem rei precisava enfrentar, revelar ou não os segredos de Wakanda para o resto do mundo.

Ryan Coogler o mesmo diretor do ótimo Creed: Nascido Para Lutar, não poupou esforços para mostrar uma Wakanda bem viva na tela, as cenas que mostram a junção da alta tecnologia com as tradições das tribos são de uma beleza ímpar, Coogler fez questão de deixar evidentes as diferenças entre cada tribo, desde sua maneira de se vestir, até a forma de pensar e agir, mas, o principal, é que todos colaboram para que Wakanda seja uma nação tão rica e forte mesmo havendo tantas diferenças entre si. É aqui que o diretor faz paralelos com o mundo no qual vivemos hoje, onde a divisão e a intolerância entre os povos tem crescido assustadoramente a cada ano. O filme não tem medo de mandar uma mensagem direta, criticando o presidente dos EUA Donald J. Trump.

Embora Pantera Negra seja um culto a diversidade, ele não deixa de ser um filme de super-herói e toda a fantasia que cerca o personagem está presente. Como já havia feito em CreedCoogler usa a câmera de uma maneira na qual vemos a ação de vários ângulos, destaque para a sequencia do cassino. Outro grande destaque fica por conta do elenco que abraçaram seus personagens e entregaram ótimas atuações. Como já era de se esperar as mulheres roubam a cena. Danai Gurira (a Michonne de The Walking Dead), vive a general Okoye líder das Dora Milaje a guarda real de Wakanda, Gurira entrega uma personagem forte de poucas palavras com um time certo na hora de ser engraçada. Letitia Wright como a engraçadíssima Shuri irmã de T’Challa, Shuri ficou responsável pelos alívios cômicos, a química de Letitia e Chadwick Boseman é muito boa e divertida, espero que ela tenha mais espaço numa possível continuação. Já a bela Lupita Nyong’o da vida a espiã Nakia interesse amoroso de T’Challa, esqueça o termo “donzela em perigo”, Nakia é outra personagem forte que sabe se defender. O diretor mandou muito bem na construção dessas personagens que são secundárias mais acabam se destacando pelo ótimo roteiro unido da excelente performance das atrizes.

Um ponto que é muito criticado nos filmes do Marvel Studios são os vilões e suas motivações e verdade seja dita, a maioria não passa de versões malvadas do herói. Pantera Negra é uma exceção. O ator Andy Serkis está ótimo como o insano Ulysses Klaw, é uma pena ele não ter dito mais tempo em cena. Agora o destaque fica por conta de Michael B Jordan e o seu Killmonger, diferente dos vilões já vistos em outros filmes, as motivações dele são verdadeiras e entendemos o porque de suas ações, que colidem com as intenções do novo rei de Wakanda, pela primeira vez me vi concordando com os ideais de um vilão da Marvel, isso enriquece o personagem, fazer com que o publico goste do vilão é algo raro nos filmes do gênero. Mesmo assim não podemos esquecer que Killmonger é um vilão e toda a crueldade e frieza estão presente, o Jovem B. Jordan soube como deixar isso bem claro no olhar e nas expressões do personagem.

Pantera Negra é um filme bem feito, com um roteiro redondinho, uma ótima trama que não perde tempo com bobagens, um elenco formidável com atuações ainda melhores, não seria uma surpresa uma continuação ser anunciada em breve. Quem mais filmes como esse sejam feitos que além de entregar um ótimo entretenimento passa mensagens e críticas para o mundo que vivemos, de uma maneira sutil porem direta. Wakanda Para Sempre!

Avaliação do Crítico: Excelente

Ficha técnica:

TÍTULO  Black Panther (Original)
ANO PRODUÇÃO 2018
DIRIGIDO POR Ryan Coogler
ESTREIA 15 de Fevereiro de 2018 (Brasil)
DURAÇÃO 134 minutos
CLASSIFICAÇÃO 10 Anos
GÊNERO Ação, Aventura, Fantasia, Guerra
PAÍSES DE ORIGEM EUA

Crítica | Thor Ragnarok!

20992971_1438115446264637_3054694459983564255_nVerdade seja dita, os dois primeiros filmes do deus do trovão são fracos e podemos afirmar que ambos não fizeram jus ao personagem título. Muitos fãs dos filmes da Marvel os consideram como os piores longas do universo cinematográfico do Marvel Studios. Mesmo assim Thor chega ao seu terceiro filme e a missão de fazer algo melhor e totalmente diferente dos anteriores caiu nas mãos do diretor Taika Waititi, que fez um ótimo trabalho nos entregando mais um filme que vai para lista dos melhores da Marvel.

Em Thor Ragnarok, Waititi preferiu ir pela comédia uma área que ele domina muito bem, aqui o diretor explorou bem todo o potencial cômico do ator Chris Hemsworth. Agora temos um Thor totalmente entre a zoeira, que não pensa duas vezes em fazer uma piada ou tirar sarro dos seus companheiros e inimigos ou até de si mesmo. Fica evidente que muito de filme foi tirado de Guardiões da Galáxia, é aquele velho estilo Marvel, porque mexer em time que está ganhando.

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Tirando os excessos, Thor Ragnarok funciona muito bem, os atores veteranos estão muito à vontade em seus personagens, Mark RuffaloTom Hiddleston Idris Elba dão um show, mas são as novidades no elenco que surpreendem, a começar por Jeff Goldblum perfeito e hilário como o egocêntrico Grão-Mestre. A linda Tessa Thompson arrasa como a rebelde Valquíria. Mais a nota 10 mesma vai para a sempre bela Cate Blanchett como a vilã Hela, a atriz não poupou esforços para demostrar que incorporou a personagem e como consequência nos entregou uma vilã poderosa e cruel, que poderia ter muito mais espaço em cena.

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De resto tudo está redondinho, a trama e simples, sem muitas complicações, à referencias as histórias em quadrinho do Thor para todo lado. Os cenários e figurinos estão ótimos, o que realmente eu senti falta e venho sentindo já algum tempo nos filmes da Marvel é uma batalha final épica e inesquecível. Desde a luta dos Vingadores contra os chitauris que não temos uma batalha empolgante, até mesmo o confronto final de Guerra Civil não é tão legal, temos a luta entre Homem de Ferro, Soldado Invernal e Capitão América que poderia ser épica se são fosse tão curta. Hela é uma vilã poderosíssima e seria uma ótima oportunidade de mostrar ainda mais os poderes do deus do trovão, ainda temos o desperdício que foi gigante de fogo Surtur.

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Com tudo isso Thor Ragnarok é um ótimo filme que nos proporciona boas rosadas, belas cenas de ação, um alivio depois de dois filmes ruins. Agora nos resta esperar para ver a conclusão em Guerra Infinita.

Avaliação do Crítico: Ótimo

Ficha técnica:

TÍTULO  Thor Ragnarok (Original)
ANO PRODUÇÃO 2017
DIRIGIDO POR Taika Waititi
ESTREIA 26 de Otubro de 2017 (Brasil)
DURAÇÃO 130 minutos
CLASSIFICAÇÃO 12 Anos
GÊNERO Ação, Aventura, Fantasia, Ficção Científica, Guerra
PAÍSES DE ORIGEM EUA

 

Resenha | John Wick: Um Novo dia Para Matar

Keanu Reeves é um ator cuja sua carreira vive altos e baixos, conhecido mundialmente por estrelar filmes como Velocidade Máxima, Caçadores de Emoção e The Matrix, Reeves é um ator versátil e já fez comédias, dramas, romances, suspenses ou seja, filmes de todos os gêneros, mas foi em filmes de ação que ator de 52 anos se destacou mais e mesmo tendo ficado marcado para sempre por ter vivo o hacker Neo em Matrix só agora ele parece ter encontrado o papel perfeito, o personagem de sua vida, o assassino letal John Wick.

Em 2014 Reeves se uniu a dupla Chad Stahelski e David Leitch para dar vida ao que tudo indicava ser mais um filme de ação qualquer com a cara do ator no cartaz. Eis que somos apresentados a um dos personagens mais legais do cinema moderno. Com o singelo titulo “John Wick” (“De Volta ao Jogo” no Brasil, afff), o longa chegou aos cinemas americanos e foi bem recebido pelos críticos e pelo público. O que parecia ser mais outro filme qualquer do ator, mostrou ser um retorno majestoso do astro aos filmes de ação. Não demorou muito e uma continuação foi anunciada e “John Wick: Chapter 2 (John Wick: Um Novo dia Para Matar no Brasil, afff novamente), chegou aos cinemas em fevereiro de 2017 e como seu antecessor um roteiro enxuto e direto recheado de ótimas sequencias de ação repletas de tiros e mortes fez com que o filme fosse bem aceito pelo publico e pela crítica.

No primeiro John Wick, somos apresentados ao implacável, porem aposentado matador de aluguel vivo por Reeves que volta a ativa por vingança. Junto com sua historia Wick nos mostram que existe um mundo paralelo ao nosso cheio de códigos e regras onde os matadores, criminosos e mafiosos habitam, tudo é mostrado de maneira direta sem muitas explicações e coube ao segundo filme explorar toda essa mitologia cheia de símbolos e referencias.

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A caçada de John por vingança continua e fica cada vez mais nítido que ele não vai parar de matar até que todos o deixem em paz. Como já era esperado, o submundo dos matadores é melhor explorado, mas não espere muito porque Chad Stahelski não perde tempo com explicações exageradas e desessenciarias, o foco do filme sempre foi as cenas de ação coreografas que são de encher os olhos, tudo que deu certo no primeiro foi melhorado no segundo, se Reeves que já parecia estar bem a vontade no primeiro, se mostra cada vez mais encorporado ao personagem.

John Wick: Um Novo dia Para Matar não perde tempo com tramas complexas cheias de reviravoltas, a exemplo de Mad Max: Estrada da Fúria, o longa tem sua historia contada através da ação, os diálogos são curtos e rápidos, Keanu Reeves quase não fala durante os mais de 120 minutos. Era de filmes assim que que o bom e velho cinema precisava, além de ter um terceiro filme já em andamento John Wick já está fazendo escola, ainda esse ano vamos ter o thilher de ação e espionagem Atômica (Atomic Blonde), estrelado pela bela Charlize Theron e dirigido por David Leitchque co-dirigiu o primeiro John Wick e produziu o segundo. Depois de ver os trailers de Atômica fiquei imaginando que os personagens poderiam se encontrar em um futuro não muito distante.

Na minha singela opinião John Wick é o mais novo nome de peso dos filmes de ação, e gostaria que ele e sua historia rendessem muitos filmes.

Crítica | Velozes e Furiosos 8

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Dominic Toretto (Vin Diesel), está de volta com sua equipe/família para mais uma missão suicida para salvar o mundo das mãos da maior vilã da franquia até agora. Com Toretto traindo seus companheiros, “carros zumbis”, corridas em Cuba, Nova Iorque e Londres, um submarino em meio a uma perseguição no gelo. Tudo isso faz parte de Velozes & Furiosos 8, oitavo filme da franquia de maior sucesso da Universal Pictures.

Vou ser sincero, eu não tinha esperanças que Velozes 8 (The Fate of the Furious no original), conseguira ser melhor que seu antecessor, para minha surpresa e alivio, eu estava redondamente enganado, o longa é o melhor da franquia. Na verdade, desde o retorno de Vin Diesel em Velozes & Furiosos 4, que as continuações têm sido cada vez melhores.

Agora as corridas clandestinas foram totalmente deixadas de lado e foco são as missões de Dom e sua equipe contra um vilão megalomaníaco ao estilo James Bond. Velozes & Furiosos passou a ser uma franquia de ação que flerta com os filmes de espionagem com sequencias mirabolantes, se você achou um absurdo ver carros caindo de um avião e aterrissando de paraquedas no chão, espere para ver a perseguição pelas ruas congestionadas de Nova Iorque.

Claro que o diretor F. Gary Gray não é Justin Lin o responsável por toda essa mudança na franquia e optou por pegar todas as ideias aplicadas nos longas anteriores e exagera-las sem medo de ser feliz. Minha preocupação era com a história que parecia repetitiva e previsível demais, o mocinho acaba sendo chantageado pelo vilão, obrigando ele a fazer coisas ruins. Na verdade, é isso mesmo, mas casou perfeitamente com esse momento das vidas dos personagens, Toretto não tem mais o seu braço direto Brian O’Conner (Paul Walker), que se despediu da equipe no longa anterior, com isso um arco maior para o líder dos Furiosos era preciso, certo que houve um exagero na carga dramática da trama, mas nada que comprometa a diversão.

O resto do elenco está afiado e bem à vontade em seus papeis, Dwayne The Rock Johnson como o agente fodão Luke Hobbs assumiu a vaga de co-protagonista deixada por Paul Walker, junto com Jason Statham que volta como o agora ex-vilão Deckard Shaw, a dupla protagoniza as melhores cenas de luta, Johnson e Statham estão tão bem à vontade e não se preocupam em disfarçar as risadas das piadas que ambos fazem o tempo todo. Os demais continuam com seus papeis que servem apenas para fazer volume, meu Deus o que dizer de Michelle Rodriguez que continuam cada vez mais sem expressão. Tenho que dizer que esperava mais da belíssima Charlize Theronno papel da vilã Cipher, eu queria ter visto ela lutando, enfrentado a equipe de Dom com toda a sua força e não ficar pagando de Manda-Chuva dando ordens, posso afirmar que ela foi mal aproveitada nesse filme.

O grande trunfo de Velozes & Furiosos 8 é não ter medo de abraçar o absurdo e torna-lo cada vez mais divertido, com um elenco entrosado não vejo o porquê de outras continuações não acontecerem e até mesmo os prometidos filmes derivados contando histórias paralelas dos personagens podem acabar saindo do papel. Vin Diesel dono absoluto da franquia conseguiu Velozes & Furiosos tudo aquilo que Sylvester Stallone pretendia com Os Mercenários. A cada filme o elenco só aumenta e vai contando com grandes estrelas do cinema, quem sabe até o próprio Stallone possa vir a participar também. Em pensar que eu imaginava que essa série de filmes já estava perdendo as forças, devo morder a língua diante dessa nova revitalização que Velozes & Furiosos 8 deu a essa franquia de sucesso. Vida longa aos furiosos.

Avaliação do Crítico: Ótimo

Ficha técnica:

TÍTULO The Fate of the Furious (Original)
ANO PRODUÇÃO 2017
DIRIGIDO POR F. Gary Gray
ESTREIA 13 de Abril de 2017 (Brasil)
DURAÇÃO 136 minutos
CLASSIFICAÇÃO 14 Anos
GÊNERO Ação, Policial
PAÍSES DE ORIGEM EUA

Crítica | #BigLittleLies — Primeira Temporada!

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A HBO tem se destacado nos últimos anos por apesentar séries e minisséries de muita qualidade e não foi deferente com Big Little Lies, minissérie com sete capítulos tendo como base o livro escrito por Liane Moroarty. Logo de cara, temos a impressão que vamos ver uma versão mais parruda da série Gossip Girl, depois de ver o primeiro capitulo achei que a série seria uma versão adulta de The O. C: Um Estranho Paraíso, mas conforme os capítulos vão passando e trama vai avançado, percebemos que o enredo Big Little Lies tem muito mais a mostrar do que a rotina chata e sem graça regada a fofocas e inveja das famílias ricas da pequena cidade de Monterey, na Califórnia.

A trama segue a vida Celeste, Jane e Madeline, três mulheres bem diferentes, que acabam se aproximando devido os seus conflitos com relacionamentos, filhos e fofocas serem semelhantes. Logo no primeiro capítulo, descobrimos que alguém morreu e a polícia local acha que se trata de um assassinato e ao longo dos demais episódios vemos flashs do interrogatória das testemunhas que deixam pistas de quem pode ter sido a vítima e o possível assassino. Todos os capítulos foram dirigidos por Jean-Marc Vallée que soube como explorar bem cada personagem, até mesmos os secundários e terceirarias. Big Little Lies tem uma trama forte repleta de ótimos diálogos que não estão ali para encher linguiça, todas as sequencias e conversas entre os personagens são muito importantes para a boa compreensão dos fatos. A fotografia é perfeita, o movimento da câmera favorece os atores que estão sempre em close revelando bem suas expressões nos mais variados momentos, a trilha sonora é riquíssima cheia de clássicos que deixam as cenas com um clima retro muito especial.

Claro que tudo isso não seria possível se o elenco não tivesse a mesma qualidade, Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley vivem as três amigas, a química entre o trio é perfeita, destaque para Nicole Kidman que nos entrega uma atuação digna de prêmio. O elenco de apoio segue como a mesma qualidade e o ator Alexander Skarsgård que vive o marido violento da personagem de Nicole Kidman é outro destaque, Skarsgard incorporo o seu personagem com tamanha perfeição que sentimos a sua agressividade no seu jeito de olhar, no modo de falar e até nos movimentos do seu corpo, a cada cena entre ele Kidman era uma tortura por não saber quando uma agressão viria.

Big Little Lies é incrível por apresentar todo um conceito de minissérie sobre o cotidiano das famílias ricas de uma pequena cidade tradicional, que acaba se revelando ser sobre o que a violência doméstica pode fazer com as vidas de um grupo de pessoas, principalmente um grupo de mulheres que acabam deixando suas diferenças de lado para se unir contra essa terrível realidade. Big Little Lies expõe e aborda temas que muitas das vezes estão muito próximos de nós e deixamos passar desapercebidos. Uma trama simples, mas muito bem executada, diálogos excelentes e ótimas atuações, fazem de Big Little Lies uma das melhores séries do ano.

Avaliação do Crítico: Excelente

Ficha Técnica:

Título: Big Little Lies (Original)

Ano produção: 2017

Dirigido por: Jean-Marc Vallée

Elenco: Reese Witherspoon; Nicole Kidman; Shailene Woodley; Alexander Skarsgård; Adam Scott; Zoë Kravitz; James Tupper; Jeffrey Nordling e Laura Dern

Estreia: 19 de Fevereiro de 2017 (Mundial)

Duração: 390 minutos

Classificação: 18 Anos

Gênero: Drama

Países de Origem: EUA

Crítica | A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell!

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Depois de passar por algumas polemicas, finalmente o longa Ghost In The Shell (ou A Vigilante do Amanhã no Brasil), chegou aos cinemas. Por se tratar de polemicas bobas não vejo necessidade de comenta-las aqui, então vou direto ao ponto, A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell é a melhor adaptação americana de um anime/manga japonês.

Quando o filme foi anunciado muitas foram as dúvidas que os fãs tinham concernente a qualidade da história que seria empregada pelo longa americano, principalmente aqueles que assistiram o longa animado de 1995, o mesmo possui uma mensagem filosófica pesada em seu enredo. Era obviou que o longa não seguiria à risca a trama apresentada no anime, mas o quanto as mudanças poderiam comprometer a qualidade final de um dos animes mais cultuados pelos amantes do gênero cyberpunk?

Com a direção do pouco conhecido Rupert Sanders o filme cumpriu muito bem seu papel respeitando o material original sem medo de inovar mirando em uma futura franquia no cinema. Apesar de ser cultuado em todo mundo Ghost in the Shell tem uma trama complexa o que afasta o grande público, Sanders optou por torna-la um pouco mais acessível no filme para atrair um número maior de espectadores que pudessem compreender tudo aquilo que estão vendo, os chatos de plantão (sempre eles), podem até se queixar dizendo que tudo é muito explicadinho demais, mas até mesmo eles podem nem ter compreendido a mensagem que o anime quis passar.

A trama foca na busca da Major (Scarlett Johansson), por respostas sobre o seu passado, bem simples e direto mesmo, a autodescoberta do protagonista, sim, já vimos isso antes. Sanders pegou isso como base e costurou uma história que funciona muito bem no universo criado para o filme, a Major é o fruto de uma experiencia que objetivo era unir um cérebro humano vivo ao um corpo robótico de alta tecnologia, mas as memorias ou pedaços (fantasmas), da vida passada começam a guia-la para outro caminho. Projetada para ser uma arma perfeita a Major precisa lidar com suas lembranças ao mesmo tempo em que caça um super hacker que parece saber muito sobre ela mesma. Claro que como bom fã do anima de 95 toda a parte filosófica faz falta no filme, mas é só prestar atenção que podemos vê-la de uma forma bem sutil.

De resto o longa é uma viagem audiovisual extraordinária, os efeitos especiais são de primeira, a trilha sonora é ótima, a ambientação é idêntica à do anime, o visual, a maquiagem e os figurinos foram feitos com um cuidado muito especial para manter toda atmosfera futurista que é tão presente nas histórias de Ghost in the Shell, os fãs de Blade Runner vão adorar. O que dizer da bela Scarlett Johansson, a atriz se saiu muito bem no papel principal, Johansson deu um identidade própria para Major do filme, ela abraçou a personagem e entregou um ótima atuação. As cenas de ação são outro destaque do filme, cheias de fan-services, elas são a cereja no topo do bolo.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell é uma grata surpresa e tem tudo para ir bem nas bilheterias, inclusive no ocidente, assim espero, se o filme for bem aceito pelo público e fizer muita grana, podemos esperar muitas outras adaptações de obras vindas do ocidente, Akira é o que está mais próximo de acontecer, agora é sentar e esperar.

Avaliação do Crítico: Ótimo

Ficha técnica:

TÍTULO Ghost in the Shell (Original)
ANO PRODUÇÃO 2016
DIRIGIDO POR Rupert Sanders
ESTREIA 30 de Março de 2017 (Brasil)
DURAÇÃO 120 minutos
CLASSIFICAÇÃO 14 Anos
GÊNERO Ação, Drama, Ficção Cientifica
PAÍSES DE ORIGEM EUA