Resenha | John Wick: Um Novo dia Para Matar

Keanu Reeves é um ator cuja sua carreira vive altos e baixos, conhecido mundialmente por estrelar filmes como Velocidade Máxima, Caçadores de Emoção e The Matrix, Reeves é um ator versátil e já fez comédias, dramas, romances, suspenses ou seja, filmes de todos os gêneros, mas foi em filmes de ação que ator de 52 anos se destacou mais e mesmo tendo ficado marcado para sempre por ter vivo o hacker Neo em Matrix só agora ele parece ter encontrado o papel perfeito, o personagem de sua vida, o assassino letal John Wick.

Em 2014 Reeves se uniu a dupla Chad Stahelski e David Leitch para dar vida ao que tudo indicava ser mais um filme de ação qualquer com a cara do ator no cartaz. Eis que somos apresentados a um dos personagens mais legais do cinema moderno. Com o singelo titulo “John Wick” (“De Volta ao Jogo” no Brasil, afff), o longa chegou aos cinemas americanos e foi bem recebido pelos críticos e pelo público. O que parecia ser mais outro filme qualquer do ator, mostrou ser um retorno majestoso do astro aos filmes de ação. Não demorou muito e uma continuação foi anunciada e “John Wick: Chapter 2 (John Wick: Um Novo dia Para Matar no Brasil, afff novamente), chegou aos cinemas em fevereiro de 2017 e como seu antecessor um roteiro enxuto e direto recheado de ótimas sequencias de ação repletas de tiros e mortes fez com que o filme fosse bem aceito pelo publico e pela crítica.

No primeiro John Wick, somos apresentados ao implacável, porem aposentado matador de aluguel vivo por Reeves que volta a ativa por vingança. Junto com sua historia Wick nos mostram que existe um mundo paralelo ao nosso cheio de códigos e regras onde os matadores, criminosos e mafiosos habitam, tudo é mostrado de maneira direta sem muitas explicações e coube ao segundo filme explorar toda essa mitologia cheia de símbolos e referencias.

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A caçada de John por vingança continua e fica cada vez mais nítido que ele não vai parar de matar até que todos o deixem em paz. Como já era esperado, o submundo dos matadores é melhor explorado, mas não espere muito porque Chad Stahelski não perde tempo com explicações exageradas e desessenciarias, o foco do filme sempre foi as cenas de ação coreografas que são de encher os olhos, tudo que deu certo no primeiro foi melhorado no segundo, se Reeves que já parecia estar bem a vontade no primeiro, se mostra cada vez mais encorporado ao personagem.

John Wick: Um Novo dia Para Matar não perde tempo com tramas complexas cheias de reviravoltas, a exemplo de Mad Max: Estrada da Fúria, o longa tem sua historia contada através da ação, os diálogos são curtos e rápidos, Keanu Reeves quase não fala durante os mais de 120 minutos. Era de filmes assim que que o bom e velho cinema precisava, além de ter um terceiro filme já em andamento John Wick já está fazendo escola, ainda esse ano vamos ter o thilher de ação e espionagem Atômica (Atomic Blonde), estrelado pela bela Charlize Theron e dirigido por David Leitchque co-dirigiu o primeiro John Wick e produziu o segundo. Depois de ver os trailers de Atômica fiquei imaginando que os personagens poderiam se encontrar em um futuro não muito distante.

Na minha singela opinião John Wick é o mais novo nome de peso dos filmes de ação, e gostaria que ele e sua historia rendessem muitos filmes.

Crítica | Velozes e Furiosos 8

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Dominic Toretto (Vin Diesel), está de volta com sua equipe/família para mais uma missão suicida para salvar o mundo das mãos da maior vilã da franquia até agora. Com Toretto traindo seus companheiros, “carros zumbis”, corridas em Cuba, Nova Iorque e Londres, um submarino em meio a uma perseguição no gelo. Tudo isso faz parte de Velozes & Furiosos 8, oitavo filme da franquia de maior sucesso da Universal Pictures.

Vou ser sincero, eu não tinha esperanças que Velozes 8 (The Fate of the Furious no original), conseguira ser melhor que seu antecessor, para minha surpresa e alivio, eu estava redondamente enganado, o longa é o melhor da franquia. Na verdade, desde o retorno de Vin Diesel em Velozes & Furiosos 4, que as continuações têm sido cada vez melhores.

Agora as corridas clandestinas foram totalmente deixadas de lado e foco são as missões de Dom e sua equipe contra um vilão megalomaníaco ao estilo James Bond. Velozes & Furiosos passou a ser uma franquia de ação que flerta com os filmes de espionagem com sequencias mirabolantes, se você achou um absurdo ver carros caindo de um avião e aterrissando de paraquedas no chão, espere para ver a perseguição pelas ruas congestionadas de Nova Iorque.

Claro que o diretor F. Gary Gray não é Justin Lin o responsável por toda essa mudança na franquia e optou por pegar todas as ideias aplicadas nos longas anteriores e exagera-las sem medo de ser feliz. Minha preocupação era com a história que parecia repetitiva e previsível demais, o mocinho acaba sendo chantageado pelo vilão, obrigando ele a fazer coisas ruins. Na verdade, é isso mesmo, mas casou perfeitamente com esse momento das vidas dos personagens, Toretto não tem mais o seu braço direto Brian O’Conner (Paul Walker), que se despediu da equipe no longa anterior, com isso um arco maior para o líder dos Furiosos era preciso, certo que houve um exagero na carga dramática da trama, mas nada que comprometa a diversão.

O resto do elenco está afiado e bem à vontade em seus papeis, Dwayne The Rock Johnson como o agente fodão Luke Hobbs assumiu a vaga de co-protagonista deixada por Paul Walker, junto com Jason Statham que volta como o agora ex-vilão Deckard Shaw, a dupla protagoniza as melhores cenas de luta, Johnson e Statham estão tão bem à vontade e não se preocupam em disfarçar as risadas das piadas que ambos fazem o tempo todo. Os demais continuam com seus papeis que servem apenas para fazer volume, meu Deus o que dizer de Michelle Rodriguez que continuam cada vez mais sem expressão. Tenho que dizer que esperava mais da belíssima Charlize Theronno papel da vilã Cipher, eu queria ter visto ela lutando, enfrentado a equipe de Dom com toda a sua força e não ficar pagando de Manda-Chuva dando ordens, posso afirmar que ela foi mal aproveitada nesse filme.

O grande trunfo de Velozes & Furiosos 8 é não ter medo de abraçar o absurdo e torna-lo cada vez mais divertido, com um elenco entrosado não vejo o porquê de outras continuações não acontecerem e até mesmo os prometidos filmes derivados contando histórias paralelas dos personagens podem acabar saindo do papel. Vin Diesel dono absoluto da franquia conseguiu Velozes & Furiosos tudo aquilo que Sylvester Stallone pretendia com Os Mercenários. A cada filme o elenco só aumenta e vai contando com grandes estrelas do cinema, quem sabe até o próprio Stallone possa vir a participar também. Em pensar que eu imaginava que essa série de filmes já estava perdendo as forças, devo morder a língua diante dessa nova revitalização que Velozes & Furiosos 8 deu a essa franquia de sucesso. Vida longa aos furiosos.

Avaliação do Crítico: Ótimo

Ficha técnica:

TÍTULO The Fate of the Furious (Original)
ANO PRODUÇÃO 2017
DIRIGIDO POR F. Gary Gray
ESTREIA 13 de Abril de 2017 (Brasil)
DURAÇÃO 136 minutos
CLASSIFICAÇÃO 14 Anos
GÊNERO Ação, Policial
PAÍSES DE ORIGEM EUA

Crítica | #BigLittleLies — Primeira Temporada!

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A HBO tem se destacado nos últimos anos por apesentar séries e minisséries de muita qualidade e não foi deferente com Big Little Lies, minissérie com sete capítulos tendo como base o livro escrito por Liane Moroarty. Logo de cara, temos a impressão que vamos ver uma versão mais parruda da série Gossip Girl, depois de ver o primeiro capitulo achei que a série seria uma versão adulta de The O. C: Um Estranho Paraíso, mas conforme os capítulos vão passando e trama vai avançado, percebemos que o enredo Big Little Lies tem muito mais a mostrar do que a rotina chata e sem graça regada a fofocas e inveja das famílias ricas da pequena cidade de Monterey, na Califórnia.

A trama segue a vida Celeste, Jane e Madeline, três mulheres bem diferentes, que acabam se aproximando devido os seus conflitos com relacionamentos, filhos e fofocas serem semelhantes. Logo no primeiro capítulo, descobrimos que alguém morreu e a polícia local acha que se trata de um assassinato e ao longo dos demais episódios vemos flashs do interrogatória das testemunhas que deixam pistas de quem pode ter sido a vítima e o possível assassino. Todos os capítulos foram dirigidos por Jean-Marc Vallée que soube como explorar bem cada personagem, até mesmos os secundários e terceirarias. Big Little Lies tem uma trama forte repleta de ótimos diálogos que não estão ali para encher linguiça, todas as sequencias e conversas entre os personagens são muito importantes para a boa compreensão dos fatos. A fotografia é perfeita, o movimento da câmera favorece os atores que estão sempre em close revelando bem suas expressões nos mais variados momentos, a trilha sonora é riquíssima cheia de clássicos que deixam as cenas com um clima retro muito especial.

Claro que tudo isso não seria possível se o elenco não tivesse a mesma qualidade, Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley vivem as três amigas, a química entre o trio é perfeita, destaque para Nicole Kidman que nos entrega uma atuação digna de prêmio. O elenco de apoio segue como a mesma qualidade e o ator Alexander Skarsgård que vive o marido violento da personagem de Nicole Kidman é outro destaque, Skarsgard incorporo o seu personagem com tamanha perfeição que sentimos a sua agressividade no seu jeito de olhar, no modo de falar e até nos movimentos do seu corpo, a cada cena entre ele Kidman era uma tortura por não saber quando uma agressão viria.

Big Little Lies é incrível por apresentar todo um conceito de minissérie sobre o cotidiano das famílias ricas de uma pequena cidade tradicional, que acaba se revelando ser sobre o que a violência doméstica pode fazer com as vidas de um grupo de pessoas, principalmente um grupo de mulheres que acabam deixando suas diferenças de lado para se unir contra essa terrível realidade. Big Little Lies expõe e aborda temas que muitas das vezes estão muito próximos de nós e deixamos passar desapercebidos. Uma trama simples, mas muito bem executada, diálogos excelentes e ótimas atuações, fazem de Big Little Lies uma das melhores séries do ano.

Avaliação do Crítico: Excelente

Ficha Técnica:

Título: Big Little Lies (Original)

Ano produção: 2017

Dirigido por: Jean-Marc Vallée

Elenco: Reese Witherspoon; Nicole Kidman; Shailene Woodley; Alexander Skarsgård; Adam Scott; Zoë Kravitz; James Tupper; Jeffrey Nordling e Laura Dern

Estreia: 19 de Fevereiro de 2017 (Mundial)

Duração: 390 minutos

Classificação: 18 Anos

Gênero: Drama

Países de Origem: EUA

Crítica | A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell!

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Depois de passar por algumas polemicas, finalmente o longa Ghost In The Shell (ou A Vigilante do Amanhã no Brasil), chegou aos cinemas. Por se tratar de polemicas bobas não vejo necessidade de comenta-las aqui, então vou direto ao ponto, A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell é a melhor adaptação americana de um anime/manga japonês.

Quando o filme foi anunciado muitas foram as dúvidas que os fãs tinham concernente a qualidade da história que seria empregada pelo longa americano, principalmente aqueles que assistiram o longa animado de 1995, o mesmo possui uma mensagem filosófica pesada em seu enredo. Era obviou que o longa não seguiria à risca a trama apresentada no anime, mas o quanto as mudanças poderiam comprometer a qualidade final de um dos animes mais cultuados pelos amantes do gênero cyberpunk?

Com a direção do pouco conhecido Rupert Sanders o filme cumpriu muito bem seu papel respeitando o material original sem medo de inovar mirando em uma futura franquia no cinema. Apesar de ser cultuado em todo mundo Ghost in the Shell tem uma trama complexa o que afasta o grande público, Sanders optou por torna-la um pouco mais acessível no filme para atrair um número maior de espectadores que pudessem compreender tudo aquilo que estão vendo, os chatos de plantão (sempre eles), podem até se queixar dizendo que tudo é muito explicadinho demais, mas até mesmo eles podem nem ter compreendido a mensagem que o anime quis passar.

A trama foca na busca da Major (Scarlett Johansson), por respostas sobre o seu passado, bem simples e direto mesmo, a autodescoberta do protagonista, sim, já vimos isso antes. Sanders pegou isso como base e costurou uma história que funciona muito bem no universo criado para o filme, a Major é o fruto de uma experiencia que objetivo era unir um cérebro humano vivo ao um corpo robótico de alta tecnologia, mas as memorias ou pedaços (fantasmas), da vida passada começam a guia-la para outro caminho. Projetada para ser uma arma perfeita a Major precisa lidar com suas lembranças ao mesmo tempo em que caça um super hacker que parece saber muito sobre ela mesma. Claro que como bom fã do anima de 95 toda a parte filosófica faz falta no filme, mas é só prestar atenção que podemos vê-la de uma forma bem sutil.

De resto o longa é uma viagem audiovisual extraordinária, os efeitos especiais são de primeira, a trilha sonora é ótima, a ambientação é idêntica à do anime, o visual, a maquiagem e os figurinos foram feitos com um cuidado muito especial para manter toda atmosfera futurista que é tão presente nas histórias de Ghost in the Shell, os fãs de Blade Runner vão adorar. O que dizer da bela Scarlett Johansson, a atriz se saiu muito bem no papel principal, Johansson deu um identidade própria para Major do filme, ela abraçou a personagem e entregou um ótima atuação. As cenas de ação são outro destaque do filme, cheias de fan-services, elas são a cereja no topo do bolo.

A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell é uma grata surpresa e tem tudo para ir bem nas bilheterias, inclusive no ocidente, assim espero, se o filme for bem aceito pelo público e fizer muita grana, podemos esperar muitas outras adaptações de obras vindas do ocidente, Akira é o que está mais próximo de acontecer, agora é sentar e esperar.

Avaliação do Crítico: Ótimo

Ficha técnica:

TÍTULO Ghost in the Shell (Original)
ANO PRODUÇÃO 2016
DIRIGIDO POR Rupert Sanders
ESTREIA 30 de Março de 2017 (Brasil)
DURAÇÃO 120 minutos
CLASSIFICAÇÃO 14 Anos
GÊNERO Ação, Drama, Ficção Cientifica
PAÍSES DE ORIGEM EUA

 

 

Crítica | Punho De Ferro – Primeira Temporada!

Uma trama lenta e pouca ação marcam Punho de Ferro, o primeiro grande deslize da parceria Marvel/Netflix.

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Como é de costume, a Netflix liberou seis dos 13 episódios da primeira temporada da série do Punho de Ferro para a imprensa. Não demorou muito e as primeiras críticas começaram a circular pela web, e os críticos não ficaram nada satisfeitos com o que viram. A série foi brutalmente criticada pela imprensa, a qualificação de Punho de Ferro foi a pior das séries da Netflix em parceria com Marvel, foram duras críticas mesmo, os textos apontaram os mais diversos erros em quase todas as áreas. Mesmo assim, acordei as 4:00 da manhã da sexta-feira (17), para começar minha maratona. Conseguir ver todos os 13 episódios no mesmo dia fazendo algumas pequenas pausas, com isso posso afirmar que a grande maioria das críticas que destruíram a série são exageradas em suas colocações. Punho de Ferro é uma série boa, não vou fazer rodeios, quem estiver em dúvida se vai ver ou não pode deixar a dúvida de lado e comece a ver a saga do último defensor agora mesmo.

Punho de Ferro é de longe a série mais fraca entre as quatro lançadas pela Marvel/Netflix isso é um fato, mas isso não necessariamente um problema, apenas Demolidor e sua primeira temporada conseguiu agrada público e crítica, Jessica Jones e Luke Cage ambas boas não conseguiram alcançar a mesma qualidade. Neste texto vou abortar os principais problemas que impediram que a série tivesse sido tão boa quando a série do Demolidor, claro que pelo meu ponto de vista, o que escrevo aqui não é a verdade absoluta, é apenas minha visão e compreensão de tudo aquilo que vi. Antes, quero dizer novamente que Punho de Ferro é uma boa série de ação que vale apena ser vista e que vai agradar principalmente aqueles que não conheciam o personagem dos quadrinhos. Eu poderia aqui listar inúmeros problemas da série, mas vou comentar apenas três que na visão são os que mais prejudicaram o resultado final.

A começar pela direção e o roteiro. Depois de ler alguns comentários, percebi que muitos daqueles que não gostaram da série eram pessoas que esperavam ver uma temporada semelhante aos filmes clássicos de kung-fu dos anos 80 e 90, com muita porrada e chuta na cara, mas, o roteiro e a direção optaram por fazer de Punho de Ferro um drama familiar/corporativo (afff). Todos esperavam ver o Danny mais poderoso, usando sua técnica secreta em seus inimigos, muita porrada e coisas do tipo, ao invés disso o que temos é um personagem imaturo, que não sabe o que quer, ingênuo ao ponto de ser facilmente manipulado pelas pessoas. Ao longo dos episódios fica claro que a intenção era mostrar o quando Danny ainda está longe de ser o Punho de Ferro forte e poderoso que todos esperavam. O problema é isso não funcionou na prática, temos muito falatório, várias cenas na sala de reuniões da empresa que leva o nome do protagonista, Danny é um personagem mau desenvolvido que não sabe o que quer para si, hora ele quer vingança pela morte de seus pais, em outra ele quer proteger Kun-Lun, em outra destruir a organização Tentáculo, em outra luta consigo mesmo para descobrir seu real propósito, tudo muito chato e cansativo que se arrasta pelos 13 episódios.

Isso nos leva a outro problema, o elenco. Dentre as quatro séries, Punho de Ferro é a que tem o pior casting de todas, a maioria dos atores são ruins, não conseguiram entender seus personagens e não entregam uma boa atuação, Finn Jones que vive o protagonista Danny funciona como o jovem milionário perdido que não sabe o que fazer agora que tem uma grande empresa para ajudar administrar, mais como o garoto perdido que passou 15 anos em um cidade mística em outra dimensão treinando para se torna na arma viva conhecida como Punho de Ferro, ai não, não funcionou mesmo. A interpretação do ator é fraca e não passa emoção alguma, nos momentos de raiva você não sente que ele está realmente com raiva é tudo muito mecânico e superficial demais. Todo o núcleo que se passa nas Industrias Rand é ruim, Tom Pelphrey e Jessica Stroup são tão ruins que prefiro não comentar. A grande surpresa do elenco é Jessica Henwick que vive o interesse amoroso de Danny, Henwick foi única que conseguiu deixar sua personagem interessante e menos esquecível, quando penso na série as cenas de luta e diálogos dela logo me vem à mente.

Por último, o vilão. Vilões de qualidade são raros nas produções da Marvel, seja no cinema ou na TV e infelizmente Punho de Ferro não tem nenhum, a trama brinca com o espectador o tempo todo, a Danny não tem um antagonista direto um oponente a sua altura, diferente de Demolidor e Jessica Jones onde seus vilões estão presentes desde o primeiro episódio, não se espante se em diversos momentos você vai parar e se perguntar contra quem o Danny está lutando dessa vez, vou logo adiantando, são pelo menos três vilões diretos e outros indiretos e um rival, o mesmo erro de Luke Cage, a coisa é tão séria que você fica esperando um combate final que nunca acontece.

Ainda há outros pontos que eu poderia comentar aqui, porém esses são os principais, reitero mais uma vez que a série é boa e foram esses deslizes que não a deixam ser melhor. Sinceramente eu não sei porque disso, talvez seja a pressa, Punho de Ferro quase não saiu do papel e as coisas foram acontecendo de uma forma muito rápida e por conta disso as coisas não puderam ser feitas com melhor qualidade. Agora nos resta esperar para ver quais rumos a série dos Defensores vai trilhar, existem muitas pendencias deixadas na séries de cada defensor para seriem resolvidas em apenas 8 episódios, é esperar pra ver.

Avaliação do Crítico: Regular

Ficha Técnica

Formato: Série

Desenvolvedor(es): Scott Buck

Gênero: Ação, Drama, Fantasia

Duração: 60 minutos

Distribuída por: Netflix

Elenco: Finn Jones; Jessica Henwick; David Wenham
Jessica Stroup; Tom Pelphrey; Rosario Dawson

N.º de temporadas: 1

N.º de episódios: 13

Crítica | Logan

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Devido ao sucesso avassalador de Deadpool a 20th Century Fox deu sinal verde para o diretor James Mangold por em pratica suas ideias para um terceiro filme do Wolverine e como já era esperado o longa em questão seria classificado para maiores, contendo mais violência, sangue e as garras do mutante canadense cortando tudo. Intitulado de “Logan” a terceira aventura solo do Wolverine marcaria a despedida do ator Hugh Jackman do personagem, logo em seguida, Patrick Stewart informou que também seria a última que daria vida ao Professor Charles Xavier nos cinemas. Logan de fato seria um filme marcado por despedidas. O filme foi exibido pela primeira vez no festival de Berlin e as críticas inicias foram as mais positivas possíveis, o longa arrancou lágrimas e aplausos dos expectadores ao final de sua exibição. Mas será que Logan é realmente esse filme tão foda que todos estão dizendo?

A resposta a essa pergunta veio a mim horas depois de ter assistido ao filme e quero compartilha-la com vocês. Sem muito rodeio, sim, Logan é um puta filme, na verdade um dos melhores do gênero, mais ao contraio do que muitos pensam a qualidade do filme não se deve ao fato dele ser classificado para maiores e conter muita violência e muito sangue jorrando. Logan é um ótimo filme por contar uma ótima história.

Em um futuro não muito distante o já velho e cansado Logan trabalha de motorista de limusine para pagar as contas e manter seus vícios, trabalho esse que não passa de um disfarce para que ele passe desapercebido uma vez que os mutantes (incluindo os X-Men), não existem mais, escondido em uma fábrica abandonada Logan mantem sobre sua proteção outro velho e cansando mutante o professor Charles Xavier que por não controlar mais seus poderes telepáticos vive dopado a base de drogas pesadas, a intenção de Logan e comprar um barco para que ambos vivam em alto mar, longe da civilização esperando a morte.

Tudo muda quanto uma mexicana tenta contratar os serviços do Wolverine, com ela uma jovem chamada Laura está sendo perseguida por uma organização poderosa, sem muita escolha Logan acaba envolvido em toda essa confusão que piora quanto a jovem revela ser uma mutante com poderes e garras semelhantes às do Wolverine, começa então uma caçada mortal, agora o velho Logan precisa superar suas limitações físicas para proteger a jovem e o seu amigo Charles.

Como dito acima Logan tem uma ótima história que está ancorada em um drama tenso e realista que nos custa acreditar se tratar de filme super-heróis. Ao meu ver, Hugh Jackman nunca foi um grande ator mesmo assim ele parece bem à vontade nessa versão do personagem que projetou sua carreira ao estrelato. Jackman encarnou o personagem com tanta propriedade que ele nos entrega um Wolverine bem diferente dos filmes anteriores, as cenas contracenadas com Patrick Stewart são excelentes recheadas de ótimos diálogos e interpretações convincentes. A pequena Laura vivida pela atriz Dafne Keen é a cereja no topo do bolo, a jovem atriz tem uma química muito boa em cena tanto com Hugh Jackman, tanto com Patrick Stewart, mas é nas cenas de ação que a Dafne dá um show e principalmente quando o dialogo exige uma carga dramática maior a jovem não faz feio.

Mesmo assim Logan tem deslizes grotescos que não chegam a atrapalhar, mas incomodam bastante. A começar pela duração do filme, com quase duas horas e meia o longa parece se arrastar em certos momentos, um pouco disso é devido ao realismo excessivo aplicado pelo diretor, algumas cenas são desnecessárias e exageradas. Outro ponto negativo é a forma que os chamados “Carniceiros” são desperdiçados. O ator Boyd Holbrook vive Donald Pierce líder do grupo, a metade do braço direto de Pierce e biônico semelhante à de um robô e isso não faz diferença alguma, o personagem não passa de um capanga pé-de-chinelo que só serve para levar e trazer recados e na hora do vamos ver se esconde da briga. A falta de um vilão de peso e sentida por todo o filme, ter apenas uma organização como ameaça não foi o suficiente, faltou um antagonista para fazer frente ao Wolverine, que tem como oponente suas limitações e o constante desejo de morrer.

São muitos aqueles que enchem a boca para dizer que esse é o Wolverine que queiram ver no cinema, eu não faço parte desse grupo, apesar de bom, Logan está muito distante de mostrar o Wolverine ideal, eu ainda espero vê-lo implacável, imparável, com sangue nos olhos, retalhando seus inimigos como se fossem folhas de papel. Quem faz isso no filme é a Laura ou X-23 como queiram chama-la, é pressionante como as cenas de luta dela são boas, nesse quesito o Wolverine vira coadjuvante no seu próprio filme. Talvez o maior defeito de Logan seja o excesso de realismo que deixou o heroísmo do personagem de lado, o diretor optou por explorar os dramas e as frustrações dos personagens, até mesmo o Batman de Christopher Nolan se permite abrir espaço para as grandezas e exageros das histórias em quadrinhos. Como até agora esse filme está sendo a despedida de um ator de seu personagem mais marcante, todos esses pontos negativos perdem a força diante do esforço de diretor e elenco em fazer um ótimo filme. Logan pode não ser esse puta filme que estão exageradamente vendendo por ai, mais é a prova que, quando todos os envolvidos em um projeto sabem exatamente o que querem fazer o resultado é satisfatório. A Fox está de parabéns e aos poucos está espantando o “fantasma” dos filmes de super-heróis ruins. Essa foi sem dúvida uma ótima despedida para Hugh Jackman e Patrick Stewart, que venha o próximo.

Avaliação do Crítico: Ótimo

Ficha técnica:

TÍTULO Logan (Original)
ANO PRODUÇÃO 2016
DIRIGIDO POR James Mangold
ESTREIA 02 de Março de 2017 (Brasil)
DURAÇÃO 135 minutos
CLASSIFICAÇÃO 16 Anos
GÊNERO Ação, Drama, Ficção Cientifica
PAÍSES DE ORIGEM EUA

Crítica | Quatro Vidas de Cachorro

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Ofilme Quatro Vidas de um Cachorro era uma grande promessa para 2017, até porque seu diretor Lasse Hallström já havia nos mostrado que sabe fazer um bom filme sobre a relação entre humanos e cães no longa Sempre a Seu Lado de 2009 estrelado por Richard Gere. Mas um vídeo publicado pelo site TMZ, acabou se espalhando pelas redes sociais, nele víamos o pastor-alemão Hércules resistindo as tentativas de seu treinado em joga-lo na água durantes as filmagens do filme. Com isso, várias pessoas e ativistas fizeram campanhas para boicotar o filme, por conta disso o filme chegou aos cinemas de uma forma bem tímida, sem uma propaganda de marketing pesada como se esperava. A polemica foi tanta que a Universal Studios precisou se pronunciar sobre o ocorrido declarando que todos os cuidados foram tomados para que o animal em questão não sofresse maus-tratos.

Dito isso, acredito que se não fosse esse lamentável episódio, Quatro Vidas de um Cachorro cairia nas graças daqueles que tem o cão como bicho de estimação. É quase impossível não se envolver e se emocionar com a história de Bailey, Lassa Hallström acertou a mão mais uma vez.

O longa é recheado de cenas bonitas e situações dramáticas que vai emocionar o espectador, principalmente que tem um cão de estimação, qualquer um vai ver um pouco do seu cachorro ao longo da história de Bailey, impossível não fazer comparações, talvez esse seja o grande atrativo do filme, mostra situações que todo o dono já viveu com seu cachorro.

Baseado no livro escrito por W. Bruce Cameron, o longa mostra as quatro vidas de Bailey e através de sua voz interior ele tenta entender qual o seu verdadeiro proposito. Ao logo das vidas temos vários momentos bem tristes até porque para viver outra vida o cão precisa morrer…

A primeira vida do cão é a mais detalhada no filme, nela vemos Bailey ser adotado pela família do pequeno Ethan, esse que acaba se tornando um bom parceiro, as demais vidas são mostradas de forma apressada e a narrativa também se apressa em concluir a história, deixando assim, vários personagens vazios, mas no geral isso acaba não atrapalhando.

Com certeza Quatro Vidas de um Cachorro poderia ter sido um grande filme e conquistado o público para o qual ele é direcionado, os amantes de animais, principalmente os que tem cães de estimação, mas é impossível não lembrar do vídeo publicado nas redes sociais enquanto assistimos ao filme. De certo isso afastou esse público alvo dos cinemas e o que poderia ser um grande e emocionante filme sobre um cachorro, acabou sendo apenas mais filme sobre a vida de cão.

Avaliação: Bom

Ficha Tecnica

Título: A Dog’s Purpose (Original)

Ano produção: 2017

Dirigido por: Lasse Hallström

Estreia: 26 de Janeiro de 2017 (Mundial)

Duração: 120 minutos

Classificação: 10 Anos

Gênero: Aventura Comédia Drama

Países de Origem: EUA