Crítica | Esquadrão Suicida

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Esquadrão Suicida estreia oficialmente nessa quinta-feira (04), em todo o país, porém na terça (02), as primeiras críticas começaram a circular pela internet e a maioria não falavam bem do filme. Quarta-feira chegou a minha vez de conferir o filme e fui de mente aberta disposto a me divertir e ser surpreendido. Dirigido por David Ayer, Esquadrão Suicida é o terceiro filme do universo cinematográfico dos heróis da DC, sua trama é simples de entender: Um grupo de vilões condenados recebem a proposta para que trabalhem juntos para executar missões secretas combatendo grandes ameaças em nome dos EUA, se fugirem morrem, se falharem levam a culpa e também morrem, sem muitas opções e a promessa de algumas regalias esses vilões se unem e formam a Força Tarefa X, sim, se parece e muito com certo filme que se passa no espaço.

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O filme de Ayer é legal e diverte de certa forma, ele tem boas cenas de ação e tiroteio, o ritmo frenético favorece para que a trama não pareca cansativa, principalmente no início, quando usam uma edição tipo vídeo-clip de música para apresentar os personagens dando uma rápida explorada na sua história mostrando o que aconteceu para que eles estivessem ali. A escolha do elenco foi outro grande acerto, porém os destaques ficam com Will Smith, Viola Davis, Margot Robbie e Jay Hemandez. Os quatro abraçaram seus personagens e entregaram uma ótima atuação, Smith faz o vilão Pistoleiro que chega no mais próximo de um protagonista, o estilo de badass metido a engraçadinho e o carisma do ator contribuíram para boas cenas, já Margo Robbie entrega uma Arlequina na medida, louca e engraçada fazendo piada com tudo e todos, e claro esbanjando sensualidade. Viola Daves é uma rainha, pegou o espirito da personagem e fez uma Amanda Waller, fria e cruel como nos quadrinhos, na verdade é dela a melhor atuação do filme, a surpresa e Jay Hemandez que deixou El Diablo muito carismático e de todos é o único que tem um arco interessante. O resto do elenco está ali só para fazer número, é sério, a sim, temos Jared Leto e seu Coringa, infelizmente é a pior versão do palhaço inimigo do Batman, e não é culpa do ator, Leto encarnou e fez muito bem o Coringa que pediram para ele fazer, mais na boa, esse não era o filme certo para ele, o psicopata assustador deu lugar a um amante louco e fanfarão que assusta mais pelo visual do que pelas ações, uma pena.

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Esquadrão Suicida tinha tudo para ser um excelente filme, uma trama simples, bons atores, ótimos efeitos especiais e uma trilha sonora brilhante, porém não é segredo para todos que o longa sofreu algumas mudanças perto do seu lançamento e refilmagens foram feitas e isso fica evidente o tempo todo, a começar pelas várias cenas mostras no trailer que não tem no corte final, ou foram modificas. Quando as refilmagens foram anunciadas, disseram que era para acrescentar humor para deixar o filme mais leve e divertido, e foi exatamente isso que matou o longa.

O filme é uma montanha russa e não se define, hora ele é engraçado com os personagens fazendo piadas com tudo e todos, hora ele é sério, sombrio e dramático, isso fica oscilando o filme inteiro, por conta das cenas adicionais acrescentadas a montagem do filme é estranha e sofre os mesmos problemas que Batman v Superman.

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David Ayer devia ter visto a animação, Batman: Assalto no Arkham e se inspirado nela para dar o tom ao seu filme, Esquadrão Suicida é formado por vilão, os piores dos piores, era para ser um filme mais tenso e sério, a parte do humor poderia ter deixado com a Arlequina e Coringa não fazer parecer que o elenco todo está em um show de stand-up, chega a ser irônico, quando os personagens pendem que o tom do filme seja mais sério a Warner tenta fazer sua versão de Guardiões da Galáxia, se toda aquela carga dramática desnecessária de Batman v Superman fosse aplicada aqui, teríamos um filme excelente, com vilões de verdade agindo obrigatoriamente para obter proveito próprio da situação, coisa que o Esquadrão Suicida apresentado na série Arrow fez com maestria.

Por fim, fica aquela sensação de oportunidade desperdiçada, se os críticos têm pegado pesado em seus textos é porque não dá para aceitar que um filme como esse seja apenas divertido.

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Esquadrão Suicida é um filme que vale o ingresso e diverte, mais quando olhamos mais afundo percebemos que longa pronto que foi mexido várias vezes para encontrar o tom certo, o que infelizmente não aconteceu. Hoje à muitos filmes de heróis que nos mostram que podemos ter uma trama séria que nos diverte e nos faz rir, lamentavelmente a Warner ainda não aprendeu fazer isso.

Avaliação do Crítico: Bom

Ficha técnica:

TÍTULO Suicid Squad (Original)
ANO PRODUÇÃO 2016
DIRIGIDO POR David Ayer
ESTREIA 04 de Agosto de 2016 ( Brasil )  
DURAÇÃO 123 minutos
CLASSIFICAÇÃO 12 Anos
GÊNERO  Ação, Aventura
PAÍSES DE ORIGEM EUA
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2 respostas em “Crítica | Esquadrão Suicida

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